Existem apenas dois tipos de pessoas na face da terra; O primeiro é aquele tipo de pessoa que se considera honesta e batalhadora, ela nunca fez o mal pra ninguém, sempre procurou estar bem com as pessoas, esteve sempre servindo a Deus com intensidade e vontade própria. Sempre esteve disposta á ajudar os outros, á fazer coisas boas para Deus.
Jó era esse tipo de pessoa. Ele era honesto, ganhou muita riqueza pelo seu trabalho e força de suas mãos. Estava sempre diante de Deus, O servindo e adorando. Quando seus filhos cometiam pecados, era o mesmo Jó que se apresentava diante de Deus para rogar por perdão em nome de sua família. Era realmente um homem sem igual sobre a terra. Mas a bíblia diz que Jó sofreu uma terrível calamidade. Ele perdeu suas riquezas, sua saúde, e até seus filhos. Isso foi terrível. Jó entrou em profunda angustia, pois não conseguia entender a origem daquele caos, pois ele fazia tudo certo na vida, e diante de Deus também.
Muitas pessoas estão hoje como Jó. Eles não entendem a calamidade em sua vida, pois se consideram boas pessoas. De fato, podem até ser consideradas boas também no ponto de vista de todos ao seu redor. Mas isso não mudou o fato de que estão sofrendo. E, de alguma forma, essas pessoas buscam entender o porque daquela dor. E quanto mais buscam entender, mais perto chegam da conclusão de que estão sendo injustiçadas por Deus.
O segundo tipo de pessoa é aquela que já cometeu tantos erros na vida, que não consegue ver em si mesmo esperança. É aquelas pessoas que vivem uma vida miserável. Algumas até escolheram sofrer o dano, pois se consideram as piores pessoas sobre a face da terra. Essas pessoas jamais associam uma coisa boa ao seu nome. Não conseguem enxergar uma minima possibilidade de serem abençoadas por Deus. Não por acharem que Deus não consegue, mas sim por concluírem que não merecem. Podem até ter feito alguma coisa boa, mas suas coisas ruins as encobriram.
O filho prodigo era esse tipo de pessoa. Sua impressionante história testemunha sobre suas escolhas erradas. Esse jovem tinha tudo o que uma vida vaidosa ansiava. Mas ele quis ter mais. Ele desejou a morte de seu pai, afim de ficar com a herança. Ele recebeu das mãos de seu pai a sua herança, e partiu sozinho no mundo afim de fazer o que quisesse. Gastou tudo o que tinha com mulheres, festas, e diversas outras praticas ilícitas. Seu fim foi sentir tanta fome, que passou a comer a comida dos porcos, onde teve de trabalhar, por estar totalmente sem dinheiro. Esse jovem, ao decidir voltar para seu pai, disse as seguintes palavras. São palavras que se encontram no coração de todas as pessoas que se encaixam nesse perfil; 'Pai, pequei contra ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho. Me aceites apenas como um de seus servos'.
Muitos hoje estão como esse jovem. Eles foram tão longe que não se consideram dignos nem do minimo das bençãos que alguém pode lhes oferecer.
NENHUM DESSAS PESSOAS PODEM AGRADAR A DEUS
Deus pode e deseja abençoar todas as pessoas, sendo as que se consideram boas ou más. Mas a primeira coisa que você precisa saber é que nenhum desses dois tipos pode agradar a Deus. Apesar de ,aos olhos do homem, os dois tipos de pessoas manifestarem de forma honesta o que são, não é o que Deus pensa. Olhe para Jó, o primeiro tipo de pessoa. Todos os homens certamente embarcariam com Jó na conclusão de que se Deus existe, Ele estava sendo injusto. Agora olhe para o filho prodigo. Quem não elogiaria sua grande humildade em reconhecer que não merece nenhum tipo de benção, devido suas inumeráveis escolhas erradas? Ambos os casos representam todas as pessoas sobre a face da terra. Ambos os casos tem a incrível aparência de justiça e honestidade. Mas ambos os casos não agradam á Deus.
Deus não se agrada, porque Ele conhece o coração das pessoas. E dentro de seus corações existe um sentimento maligno, que é coberto pelas suas boas intenções. É o orgulho próprio. As pessoas como Jó não conseguem encontrar sentido quando coisas ruins acontecem em suas vidas. Elas se consideram injustiçadas, pois são respaldadas pelo seu próprio orgulho, que lhes descreve todas as suas boas obras, diante de Deus e dos homens. As pessoas como o filho pródigo também são cheias de orgulho próprio. Apesar de sua aparente humildade, aqueles que se consideram indignos do favor de Deus também manifestam seu orgulho, pois utilizam de sua própria balança para concluir o quanto são bons e o quanto são maus.
O QUE ATRAI A ATENÇÃO DE DEUS
Apesar de existir apenas dois tipos de pessoas sobre a face da terra, existe apenas uma atitude que agrada e chama a atenção de Deus. É a atitude de RECONHECER QUE VOCÊ NÃO CONSEGUE AGRADAR Á DEUS. O primeiro tipo não consegue agradar á Deus porque acha que suas boas obras e sua honestidade já são o bastante. E o segundo tipo não pode agradar á Deus porque, apesar de reconhecer seus fracassos, ainda continua tentando compensar seus erros diante de Deus, como se algum dia pudesse se justificar.
Por mais irônico que pareça ser, a única forma de chamar a atenção do favor de Deus é desistir de tentar. Apenas quando você desiste e reconhece que não possui em você nada capaz de agrada-LO, que não possui nenhuma boa intenção, nenhuma boa obra digna de ser apresentada á Ele, só então o favor de Deus o alcançara como a chuva alcança a terra. O homem precisa perder o seu orgulho diante de Deus. Enquanto ele achar que ainda pode fazer algo de bom para Deus, o favor do Senhor não o alcançara. Se o homem pudesse fazer algo de bom, não seria necessário que Cristo viesse ao mundo. Foi justamente porque a divida do homem era impossível de ser paga, foi que Jesus veio como o pagamento enviado por Deus. Deus era o cobrador, mas também foi quem pagou a divida pelo homem. Quem reconhece que apenas Jesus é justo e bom, esse alcança o favor de Deus. Jesus veio ser o representante do homem diante de Deus. O homem não conseguia pagar o preço pelos seus erros, Jesus veio e pagou de uma vez por todas. O homem não consegue agradar á Deus hoje, mas Jesus vive e reina no coração de todos aqueles que creem, e Ele mesmo agrada á Deus através do homem.
Jó foi restituído três vezes mais quando reconheceu que suas boas obras não eram nada diante de Deus. O filho prodigo foi recebido com muito amor pelo pai, quando percebeu que sua divida era tao grande, que não poderia nem ao menos tentar paga-la, mas só receber o que o Pai lhe oferecia.
Lael Denis